Parte 2
Capítulo 1 — O presente de Cynthia
Depois de tudo o que havia acontecido na Rota 220, Paggo finalmente estava diante de alguém em quem conseguia confiar um pouco.
Cynthia percebeu que o garoto ainda estava assustado. Então pegou uma pequena Pokébola.
— Paggo, quero que fique com isto.
Ele olhou para a esfera.
— O que tem aí?
Cynthia apertou o botão.
Puf!
Um pequeno Vulpix apareceu.
Paggo ficou olhando para ele.
O Pokémon parecia tranquilo e curioso.
— Ele pode ficar comigo?
— Se você quiser.
Paggo hesitou por alguns segundos.
Então estendeu a mão.
— Tá bom.
Vulpix se aproximou.
E, pela primeira vez, Paggo sentiu que talvez ser treinador não fosse tão ruim.
Cynthia então fez outro convite:
— Você pode ficar aqui por um tempo. Este lugar é seguro.
Paggo aceitou.
Mal sabia ele que aquela seria uma das piores decisões que poderia tomar.
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Capítulo 2 — O ritual
Enquanto Paggo permanecia na casa de Cynthia, Berus voltou sozinho para a Rota 220.
Ele caminhou até o lago.
Parou diante da água.
Então pegou uma Pokébola.
— Saia.
Manaphy apareceu.
Mas aquele não era um Manaphy comum.
Havia algo estranho nele.
Sua presença parecia distorcer o próprio ambiente.
Berus tirou de seu bolso uma pequena pedra.
Ela lembrava uma Mega Pedra, mas sua coloração era diferente.
Era escura, com tons que lembravam a energia de Giratina.
Manaphy se aproximou.
Então começou o ritual.
A água do lago começou a se movimentar sem que houvesse vento.
A energia ao redor de Manaphy aumentou.
Uma espécie de aura distorcida começou a envolver seu corpo, como se partículas de energia do Mundo Distorcido estivessem sendo atraídas para ele.
Berus observava em silêncio.
— Está funcionando...
Manaphy continuou.
A aura ficou cada vez mais intensa.
Então o ritual terminou.
O lago mudou.
Sua superfície ficou perfeitamente imóvel.
Parecia um espelho.
Mas não refletia apenas o que estava acima dele.
Refletia outros lugares.
Outros tempos.
Outras possibilidades.
Pelas leis daquele universo, aquele lago havia deixado de ser apenas água.
Agora era, material e logicamente, um espelho dimensional.
Um portal.
Um portal direto para o Mundo Distorcido de Giratina.
Berus sorriu.
— Finalmente.
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Capítulo 3 — Seis dias
Seis longos dias se passaram.
Paggo deixou a casa de Cynthia.
Ao seu lado estava seu novo companheiro.
Vulpix.
Ele ainda estava aprendendo a conviver com Pokémon.
Mas Vulpix já havia se tornado importante para ele.
Paggo caminhava tranquilamente pela região.
Até que ouviu um som atrás dele.
Splash!
Paggo se virou.
— Quem está aí?
A água do lago começou a se agitar.
Algo surgiu da superfície.
Era Berus.
Ao seu lado estava Hypno.
Paggo recuou.
— Você...
Berus não respondeu.
Hypno levantou os braços.
Uma poderosa energia psíquica começou a se formar.
— Hypno.
O ataque foi lançado diretamente contra Paggo.
Mas Carvanha entrou na frente.
— CARVANHA!
O golpe atingiu Carvanha.
Paggo gritou:
— Carvanha!
Por um instante, tudo ficou silencioso.
Então Carvanha começou a brilhar.
Seu corpo mudou.
As barbatanas cresceram.
Sua forma se tornou maior e mais ameaçadora.
Carvanha evoluiu para Sharpedo!
Paggo ficou completamente surpreso.
— Você... evoluiu?
Sharpedo encarou Berus.
Então avançou.
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Capítulo 4 — O selo
Sharpedo lançou um poderoso ataque contra Berus.
Mas Berus não parecia preocupado.
Ele apenas observou.
— Perfeito.
Paggo não entendeu.
— O que você está falando?
Berus revelou seu verdadeiro objetivo.
Manaphy havia realizado o ritual para criar um selo de rivalidade.
Paggo agora era, espiritualmente, considerado o rival de Berus.
E isso fazia parte de um plano muito maior.
Berus não queria apenas dominar o Mundo Distorcido.
Ele queria se tornar seu deus.
Mas isso ainda não era suficiente.
Ele queria fazer algo que nem mesmo Cyrus havia conseguido.
Substituir Arceus.
Não apenas governar o Mundo Distorcido.
Mas tornar-se a autoridade máxima do mundo comum também.
Paggo olhou para ele, confuso.
Então olhou para Sharpedo.
— Espera...
Ele franziu a testa.
— Ué... você não era verde?
Sharpedo parou.
Paggo apontou para ele.
— Agora você está rosa.
Mesmo em meio àquela situação absurda, ninguém pareceu saber o que responder.
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Capítulo 5 — As pedras
Cynthia finalmente chegou.
Ela carregava duas pedras.
Uma era uma Fire Stone.
A outra era uma Leaf Stone.
Ela entregou ambas a Paggo.
— Você pode usá-las quando estiver preparado.
Paggo olhou para as pedras.
Ele sabia exatamente o que poderiam fazer.
Mas alguma coisa dentro dele dizia que ainda não era a hora.
— Depois.
Cynthia assentiu.
Paggo guardou as pedras.
Então voltou seus olhos para o lago.
Aquela água não parecia mais normal.
Ele sentia que havia alguma coisa do outro lado.
Alguma coisa esperando.
Paggo respirou fundo.
E tomou uma decisão.
— Eu vou descobrir o que tem lá.
Antes que Cynthia pudesse responder...
Splash!
Paggo pulou no lago.
A água o envolveu.
E a última coisa que ele viu antes de desaparecer foi o estranho reflexo de um mundo que não deveria existir.
Fim da Parte 2.
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